segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O final de ano e as Monografias e Trabalhos de Graduação

No final de ano as gráficas rápidas vivem inundadas de pedidos de impressão e encadernação dos famosos TGs, trabalhos de graduação, teses e dissertações universitárias. É um momento de muita tensão, pois além de ser um tipo de trabalho de maior custo é também um trabalho demorado. Muitas vezes o cliente aparece com o serviço poucos dias antes da data de entrega, quando não é o caso de precisar da impressão para o mesmo dia. Por conta das características deste tipo de trabalho essa é uma missão impossível.


Um trabalho deste tipo, para 5 volumes com cerca de 100pg em preto e branco, capa dura e douração demora no mínimo cerca de 4 horas para ficar pronto.


Caso o trabalho exija impressão duplex (frente e verso) a demora aumenta ainda mais, pois a velocidade de impressão é muito reduzida. O trabalho pode exigir até 5 horas para ficar concluído.


Nos trabalhos com impressão colorida e melhor qualidade, a impressão, encadernação e acabamento podem demorar até 12 horas para serem executados.


Como o número de trabalhos produzidos nesta época do ano é muito grande a fila de produção pode chegar a demorar uma semana para entregar um determinado trabalho.


Nem mesmo o pagamento de taxas de urgência para antecipar a entrega de uma monografia pode resolver essa situação, pois fica muito difícil para as empresas parar a linha de montagem para inserir algo em uma linha de produção já estabelecida.


É muito importante atentar alunos, professores e orientadores de que o planejamento de entrega para impressão de TGs e monografias deve fazer parte do cronograma do trabalho de pesquisa. O não reconhecimento desta necessidade pode levar ao risco da não entrega do trabalho no período especificado pelas instituições de ensino.


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Usando o Google para entender 2009?

2009 foi um ano atípico. Começou com a maior crise econômica desde 1929 e acabou com uma euforia muito grande em relação as possibilidades de crescimento econômico para 2010.


O segmento gráfico e o varejo de impressão digital sentiu, em termos, essa oscilação de humor que o público sofreu.


Segundo o Google o número de pesquisas ligadas à palavra “impressão” caiu constantemente até 2006, mantendo a partir daí uma variação constante, sem muita oscilação sazonal mesmo em 2009.


Alguns produtos da área gráfica, como os cartões de visita, tiveram um aumento vertiginoso de procura através do Google em 2009, chegando a dobrar sua participação no total de palavras chaves ligadas a área gráfica.


Esse aumento foi tão importante que a InterD Comunicação Visual resolveu lançar o serviço “Cartão de Visita 1 Hora”, voltado para o público internauta que procura a produção simplificada de pequenas quantidades de impressos deste tipo. Segundo Ricardo Matos, Diretor da InterD, “Percebemos a necessidade do público ao longo do ano e desenvolvemos um sistema bastante simplificado, voltado para um cliente que tem alguma desenvoltura em computação e que fica conectado a internet a maior parte do tempo”. Segundo ele o próximo passo é o desenvolvimento de uma ferramenta web totalmente automatizada.


Outro segmento que tem se mantido estável no ranking de buscas no Google Brasil é o de banners e impressão digital. Após um pico de procura em meados de 2006 o segmento voltou a sua quantidade histórica de buscas, não sendo muito atingido por sazonalidade ou problemas econômicos. A não ser o caso de 2007, onde a implementação da Lei Cidade Limpa em São Paulo reduziu drasticamente a quantidade de buscas por esse tipo de serviço, o mercado tem se mantido principalmente devido ao maior uso de banners pelo meio universitário em congressos e apresentações de pesquisa, além do mercado tradicional de publicidade e marketing.


As buscas por impressão Fine Art e Giclées (reprodução de obras de arte por meio digital) continuam em baixa no Google Brasil. A palavra “giclée” tem tão pouca procura que não chega a ser listada na estatísticas oficiais. Já o termo “fine art” teve grande redução de buscas até 2006, quando entra em um ritmo constante, mas ainda baixo. Isto talvez se deva porquê o público para este tipo de serviço ainda não habite a internet completamente. Segundo Manolo Vilches o público voltado para Artes Visuais ainda tem certo receio dos meios tecnológicos e talvez a internet não seja o melhor ambiente para se testar a aceitação deste tipo de serviço.



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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

É possível fazer um cartão de visita em 1 hora?

Atualmente é muito comum que clientes de serviços gráficos exijam um tempo muito pequeno para a execução de seus pedidos. O mundo tem vivido uma aceleração do ritmo de vida e a tecnologia vende a idéia de que tudo pode ser instantâneo.


No entanto a tecnologia de serviços gráficos ainda não consegue acompanhar esse novo ritmo de vida. Muitos processos de impressão são demorados, necessitam de cuidados especiais, pessoal especializado e altos custos. A qualidade do material gráfico está muitas vezes ligada a um cuidado quase artesanal em sua execução.


O caso dos cartões de visita é exemplar. O tempo de produção para cartões de visita de qualidade pode chegar a uma semana ou mais, principalmente quando há o uso de facas especiais, materiais diferenciados e outros tipos de tecnologia de impressão.


O mercado tem oferecido algumas soluções mais rápidas tentando resolver essa situação. Vejamos seus prós e seus contras:


Cartões de visita em 24 horas: normalmente produzido em tecnologia offset. Algumas gráficas maiores, que tem um alto fluxo de trabalho, oferecem este tipo de serviço através de sistemas on-line, no entanto uma boa parte dessas empresas só trabalha para parceiros distribuidores. É através deles que o cliente final deve contratar o serviço.


Normalmente não há a possibilidade da impressão de provas nem garantia de correspondência de cor. O arquivos devem ser enviados em formatos restritos, fechados e com pouca flexibilidade de erros.


Cartões de visita em 1 hora: a maior parte da oferta desses serviços é feita por copiadoras e pequenas empresas. Utilizam impressão jato de tinta muitas vezes sobre papel pré picotado. Os papéis disponíveis são poucos, normalmente vergê texturado ou opaline. A impressão pode ser de boa qualidade, mas não apresenta brilho ou textura de tinta.


Outro sistema foi desenvolvido por Ricardo Matos para a InterD Comunicaçào Visual, onde a impressão é feita em papéis tradicionais como o Couchet ou o Opaline com impressão digital siliconada, o que permite um leve acabamento brilho. Com refile profissional o produto fica disponível em 1 hora desde que enviado conforme normas padrão da empresa e arquivo enviado pelo site da InterD.


Segundo Ricardo Matos o sistema Cartão de Visita 1 Hora Inter D tem funcionado muito bem apesar de só aceitar arquivos CoreDraw, o que restringe um pouco as possibilidades de atendimento. No caso de arquivos de outros tipos ainda é utilizado os sistemas convencionais, mais demorados, mas com custo menor.


A tendência da área gráfica em relação aos cartões de visita é a mesma da área gráfica em geral, ou seja, sua substituição por meios digitais a médio prazo.



terça-feira, 24 de novembro de 2009

InterD imprime Banner da Embaixadora Pop do Japão

Misako Aoki, Embaixadora Pop do Japão, visita o Brasil.
A InterD teve o prazer de imprimir os banners promocionais utilizados em sua visita.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O melhor software gráfico é você!

por Ricardo Matos

Profissionais da área de Design e Comunicação Visual tendem a utilizar somente os aplicativos da Adobe System, caso do famoso Photoshop e do Illustrator, além do InDesign. Estes softwares são excelentes e produzem arquivos que poucas vezes vão dar algum problema na gráfica ou no bureau de impressão. No entanto são programas de alto custo, que necessitam de um aprendizado especializado. Indicar o uso desses softwares para um cliente leigo pode ser uma verdadeira maldade.
Pensando nisso podemos fazer algumas indicações pensando nesse cliente:

Em primeiro lugar vamos falar um pouco sobre os softwares que não devemos utilizar...

Microsoft Word: Este software foi produzido como um editor de textos, portanto não é indicado para a produção de nenhuma arte que não seja feita para ser colocada em formato livro. Algumas pessoas utilizam o Word para manipular imagens digitais, importando-as para um documento aberto e aplicando alguns efeitos simples disponíveis no programa. O problema é que essas imagens não podem ser extraídas facilmente do arquivo texto além de não serem escaláveis com qualidade. Utilize o Word apenas para escrever, ponto!

Microsoft PowerPoint: É muito difícil explicar para um leigo porquê não devemos utlizar o PowerPoint para fazer layouts de banners, cartões de visita e coisas do gênero. É muito comum que clientes queiram que suas apresentações em PowerPoint, feitas para a tela de um computador ou projetor, sejam impressas em grandes formatos, como num poster ou banner. A questão é que o arquivo PPS, nativo do PowerPoint, não pode ser usado pelos softwares de impressão em grande formato (RIPs) e só pode ser exportado para bitmaps (jpg) em resolução de tela (72dpis) o que impossibilita a ampliação com qualidade. Estou desenvolvendo para a InterD um sistema para a utilização automática de arquivos PowerPoint na impressão em grandes formatos (banners e cartazes), mas ainda estamos em experiência.

Em segundo lugar vamos falar de softwares simples que podemos utilizar:

Just Banners: um programa shareware simples que permite criar banners para web ou estáticos, para impressão. Permite a criação de imagens em grandes formatos. Somente para Windows.

Easy Desktop Publisher: permite criar vários tipos de material gráfico utilizando assistentes e imagens prontas. Também faz conversões de arquivos populares, tais como DOC para JPG. Shareware para Windows.

Posters: programa antigo, mas ainda funcional. Utiliza modelos para fazer imagens de grande formato para impressão. Os modelos são de um certo mal gosto, no entanto se utilizado com cuidado pode produzir material aceitável. Para WIndows.

iWork: suíte de aplicativos que a Apple desenvolveu como uma versão mais “chique” do Microsoft Office. É composta por três programas, o Pages (editor de texto), o Keynote (apresentações do tipo PowerPoint) e o Numbers (planilha). Todos os programas exportam seus arquivos nativamente para PDF o que já permite uma ampliação mais segura das imagens. O Pages tem um assistente interno para a criação de posters, com poucos templates mas com design sofisticado. Só roda em Mac.

Swift Publisher: programa de desktop publishing para leigos, com toneladas de templates, imagens, clipes e modelos prontos. Produz arquivos em PDF e outros formatos sem problemas e é bastante intuítivo. Shareware para Mac.


Em terceiro lugar programas profissionais:

Aplicativos Adobe: como já foi dito, são o “desejo de consumo” de todo designer. Talvez devido ao alto custo e da política de divulgação da Adobe Systems, que patrocina seu produto no meio universitário, é muito conhecido e aceito pelos profissionais da área de criação. Na área de produção gráfica, principalmente nas empresas voltadas para produção de massa, não são tão utilizados por motivos econômicos. Não são softwares de fácil aprendizado, podem se tornar uma dor de cabeça a mais na mão do leigo ou marinheiro de primeira viagem. Deixe para ser utilizado pelo designer ou pela sua agência de publicidade.

CorelDraw: o software da canandense Corel é muito conhecido no Brasil e no mundo, devido principalmente ao seu (relativo) baixo custo. Apesar de sua grande aceitação e utilização na área de criação e produção gráfica é um software com alguns problemas de desenvolvimento. Os “bugs” (erros de software) do CorelDraw são bem conhecidos, inclusive aquele que faz com que um PDF exportado seja impresso com algumas imagens invertidas, mesmo que apareça de maneira correta na tela do computador. A única solução para esse defeito permanece sendo a transformação do PDF em um arquivo bitmap, como o JPG. Outro problema é a produção de enormes distorções de cor caso a correção automática do CorelDraw seja utilizada. Por incrível que pareça é melhor deixarmos a correção desativada para diminuir os problemas. No geral o CorelDraw é um software muito versátil e o único de sua categoria que permite a edição de multiplas páginas, como se estivéssemos trabalhando em um caderno ou livro.


Em quarto lugar...
Fique calmo, softwares gráficos são assim, cheios de truques, manhas e comandos escondidos. E não se esqueça, sem uma pessoa no comando o software não faz nada.
O melhor software gráfico ainda é você!

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eletronic Ink (E-ink) e o futuro do setor gráfico

Menos de um mês atrás a Amazon.com anunciou que o Kindle, seu famoso aparelho para leitura de livros digitais, estaria disponível para venda em mais de 100 países do mundo, incluindo o Brasil.


Desde então a blogosfera tem comentado mais ainda as possibilidades desse novo tipo de aparelho, que nos Estados unidos já se tornou o “ganha pão” da Amazon, sendo atualmente o carro chefe em faturamento da empresa.


O Kindle é um aparelho do tamanho aproximado de um livro que conta com uma tela conhecida como E-Ink ( ou tinta eletrônica) produzida pela E Ink Corporation. Na realidade essa tela é formada por microscópicas esferas que contam com um dos lados “pintados” de preto e o outro na cor branca. A polarização dessas esferas produz até 256 gradações de cinza e uma altíssima resolução de imagem. A tela não é iluminada. O E-ink é mais fácil de ser lido à luz do dia ou em alta claridade, tal como um livro ou revista. Como o sistema só usa energia no momento em que é preciso “imprimir” uma página, o sistema é extremamente eficiente, possibilitando o uso de baterias mais leves e mais autonomia de leitura.


O Kindle também conta com o recebimento de livros, jornais e revistas eletrônicos através de uma rede 3g própria chamada Whispernet. No Brasil o Kindle International Edition aparece como um aparelho americano em roaming para as redes de celular local, sendo que a Amazon paga parte dessa conexão através de um contrato com a AT&T mobile. O usuário paga cerca de U$2,00 a mais por livro baixado neste sistema.


Dessa forma o kindle pode ser utilizado em todas as regiões do Brasil que apresentem cobertura GSM (Edge) ou 3G. Bem, muitas pessoas tem dito que essa é apenas uma nova moda, que o livro impresso nunca ficará obsoleto e que a industria gráfica não precisa se preocupar com isso.


Qual poderá ser então o futuro do E-ink na industria gráfica e de impressão digital. Sim, essa é uma ideia interessante, como o setor poderia se aproveitar dessa nova tecnologia?


Partindo do princípio que as primeiras telas de e-ink coloridas estão sendo prometidas para 2011 podemos fazer algumas especulações:



Sobre o mercado editorial: é o primeiro ramo em que pensamos. Com o Kindle a própria Amazon.com apresenta um novo sistema de vendas muito interessante tanto para editores, autores e leitores. A distribuição é eletrônica, não tem custos operacionais e de produção gráfica. Os preços praticados pela Amazon mostram que o ebook sai por cerca de metade do preço de seu similar impresso e produz cerca do dobro, ou mais, de lucro financeiro. Algumas editoras brasileiras já estão em conversas com a Amazon para disponibilizar mais livros nacionais em seu acervo. Pensando bem, com essa lógica econômica, o fenômeno não parece ter volta.


Sobre o mercado de Comunicação Visual e Impressão digital: o que você acharia de algo parecido com uma lona vinílica que recebe comandos de seu computador para apresentar, como numa tela, imagens que parecem impressas com tinta? Talvez esse futuro ainda esteja distante e talvez não seja possível utilizar um computador doméstico para “imprimir” essas imagens em tal “tela” mas a possibilidade existe e já está sendo pesquisada. Nesse caso o mercado de Comunicação Visual e Impressão digital poderia migrar para serviços onde o E-Ink seria a mídia e as empresas seriam os gerenciadores dessa mídia. Do ponto de vista da sustentabilidade a lógica é perfeita. No entanto é preciso alertar que, enquanto a impressão digital for uma coisa econômicamente viável, sempre existirá clientes para esse mercado. Mas se o preço de um “banner digital” (com e-ink) for baixo, adeus mercado...


Sobre o mercado gráfico e de gráficas rápidas: o que você acharia melhor, entregar um cartão de visita impresso convencional ou entregar um cartão com as mesmas características de suporte (toque, textura) mas que pudesse apresentar uma mensagem única e especial para a pessoa que o está recebendo. Talvez você pudesse fazer essa modificação rapidamente, ali mesmo, através de seu celular...

A questão aqui é tentar entender quem vai gerenciar a impressão das imagens nos suportes de e-ink. Se for alguma coisa que possa ser feita facilmente, de modo doméstico, mas com qualidade profissional, o mercado gráfico estará morto. No entanto, hoje em dia, os clientes procuram gráficas convencionais e gráficas rápidas quando precisam da qualidade e do preço que uma impressora jato de tinta doméstica não propicia. É aí que está o cerne da questão.

Se está lógica se mantiver o setor existirá por muito tempo ainda.


Sobre o mercado de design: pode ser que seja o maior beneficiado pela introdução do E-ink. O designer poderia se tornar aquele que gerencia o contéudo criado na própria mídia impressa. Um escritório de design poderia trabalhar com idéias que facilmente migrariam de um suporte a outro. O trabalho seria muito parecido com o que ocorre atualmente no caso do design de sites. Nesse tipo de trabalho o designer normalmente projeta o site (solitariamente ou em equipe) e apresenta o trabalho para o cliente já instalado em um servidor. Já não é tão comum que clientes procurem outras empresas apenas para “publicar” seus sites. Eu mesmo trabalho assim.


A única questão é a da necessidade de investimento em equipamentos e estoque de média E-ink. Se está for uma equação de alto custo o trabalho do designer vai continuar do jeito que está.


Talvez nada disso aconteça e continuemos utilizando o papel como suporte cultural por muito tempo ainda. O papel e a impressão sobre papel são tecnologias muito eficientes e que precisariam de um concorrente a altura para serem desbancados. Esse é o mesmo caso da roda (que ninguém teve a coragem de dizer que já está obsoleta) ou do fósforo (preço, portabilidade e segurança mesmo em dias de perseguição ao tabagismo).


Talvez...


Mas que a tecnologia do E-ink já está aí não podemos negar.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Em pânico na gráfica rápida: o que são todos esses nomes?

Você que não é profissional da área gráfica já deve ter se deparado com nomes e termos desconhecidos quando necessitou encomendar algum serviço típico da área de design e comunicação visual, como, por exemplo, um banner, uma impressão de texto ou uma impressão fotográfica.
Na InterD Comunicação Visual notamos essas dificuldades diariamente, ainda mais pelo fato de tentarmos atender o cliente leigo com o mesmo interesse com que atendemos o cliente profissional. Muitas vezes nossa atitude é mal compreendida pelo cliente, mas são os ossos do ofício.
As maiores dificuldades encontradas foram as seguintes:

- Entrega de arquivos em formato Doc (Word) e PowerPoint (PPS): a grande dificuldade com esse tipo de arquivo é que eles são facilmente desconfiguráveis, trabalham com imagens no padrão RGB e não permitem ampliações de imagem com qualidade. É muito comum que um cliente traga um banner produzido em PowerPoint para que façamos uma ampliação em lona solvente mas isso não é o mesmo que pedir para uma impressora doméstica adaptar a imagem ao papel. Uma operação desse tipo demanda a transformação do arquivo em imagem (jpg), sua interpolação e a conseqüente perda de qualidade. Na prática o cliente vai reclamar que a impressão ficou ruim, mas é a forma com que ele concebeu o banner que está errada. Moral da história: recomendamos que o cliente utilize apenas softwares vetoriais, como o CorelDraw, para o design do seu material. Nestes softwares ele terá a opção de escalar seu trabalho da maneira que quiser e gravar arquivos em PDF com máxima qualidade.

- Entrega de arquivos vetoriais sem fontes ou com fontes não transformadas em curvas: Mesmo alguns designers e profissionais da área gráfica esquecem-se de incluir em seus arquivos as fontes das letras utilizadas no trabalho, ou melhor ainda, a sua conversão em curvas. Essa conversão garante que o texto utilizado seja entendido pelo computador como linhas de um desenho, possibilitando a impressão do trabalho de maneira fiel ao original mesmo que não tenhamos essas fontes instalada em nossos computadores. Esse é um problema grave. Muitas vezes ouvimos dos clientes: "Mas como vocês não tem essa fonte?". É impossível para qualquer empresa da área gráfica manter todas as fontes de letras existentes instalada sem seus computadores, ainda mais que a compra de fontes geralmente tem um alto custo que dificilmente o cliente aceitaria que fosse repassado. Para que não haja problemas com seus arquivos sempre transforme-os em curvas.

- Arquivos com resolução de imagem insuficiente: muitas vezes uma imagem que nos parece perfeitamente normal na tela do computador é impressa sem qualidade ou definição. Isso acontece porquê as resoluções típicas para impressão e para telas são diferentes. Uma tela de LCD chega a uma resolução fixa de 72 ou 96 DPIs (dots per inch, ou pontos por polegada). Na prática significa dizer que cada polegada quadrada de uma tela de computador exibe um máximo de 72 pontos de cor (ou informação). Podemos dizer que uma imagem impressa precisa de no mínimo 300Dpis para ter o que chamamos de qualidade fotográfica. Na prática uma imagem para impressão não precisa ter mais resolução do que 300 Dpis mas é necessário que ela tenha as dimensões compatíveis com as dimensões desejadas na impressão. Isso significa dizer que se temos uma foto digital de 10x15cm com 300Dpis fica difícil ampliar essa imagem para 20x30cm. Numa aproximação podemos dizer que a imagem ficaria maior, mas apresentaria apenas 150Dpis de resolução (a metade do original) e perderia qualidade. É por isso que a quantidade de megapixels em uma câmera digital é um fator importante: quando maior a resolução da câmera maior a possibilidade de ampliação da imagem. Para quem deseja grandes ampliações este é um fator importante.

Como este é um assunto que não se esgota continuaremos a discutir este tema em outras oportunidades. Aguarde.

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O que faz do iPhone algo tão famoso?

Você já deve ter ouvido falar do iPhone (pronuncia-se "aifone"), o aparelho celular da Apple que vem revolucionando o modo como entendemos a mobilidade digital.
A Apple já é conhecida no mundo da computação por produzir computadores muito sofisticados e um sistema operacional extremamente amigável e estável. Também é conhecida por ter inventado o iPod, o MP3 player favorito no mundo todo.
O iPhone é um esforço da empresa para redefinir o mercado de telefones celulares criando uma interface gráfica totalmente revolucionária em um aparelho que combina telefonia, internet, iPod, câmera e estilo.
Com a AppStore, loja on-line embutida no iTunes (software da Apple para organização de músicas e vídeos) podemos encontrar literalmente milhares de programas de todos os tipos para usarmos no iPhone, muitos deles gratuitos.
Dentre os tipos de programa encontrados na iTunes Store podemos elencar os jogos, os utilitários on-line (como o que apresenta notícias do Estado de São Paulo ou do New York Times), os editores de texto (que utilizam um teclado QWRTY virtual) e os softwares para artes.
Sim, o iPhone está se estabelecendo como uma plataforma para programas gráficos de desenho e pintura naturais, tais como o Corel Painter na computação convencional. Utilizando o dedo como pincel ou lápis sobre a superfície da tela do aparelho podemos formar imagens bastante sofisticadas. Em alguns programas, caso do Layers for iPhone, podemos exportar as imagens em formato Photoshop sem problemas, permitindo a manipulação em computador convencional e mesmo a impressão da imagem. Outro programa importante nessa área é o SketchBook, da Autodesk, empresa desenvolvera do famoso AutoCad. O SketchBook oferece funcionalidades semelhantes ao Layers for iPhone. No entanto, apesar de sua interface sofisticada, não permite certos tipos de exportação de imagem.
Outro tipo de software interessante para a área gráfica que pode ser encontrado para uso no iPhone é o myPantone. O programa, desenvolvido pela Coralis, oferece as funcionalidades das tabelas de cor Pantone convencionais na comodidade do iPhone. Além de permitir a consulta a 9 tipos diferentes de escala Pantone oferece um sistema de identificação de cores através da câmera fotográfica embutida no aparelho. Podemos fotografar um produto, um ambiente ou um tecido e instantaneamente o software analisa as cores e nos diz, dentro das tabelas Pantone, quais os tons presentes na imagem. Mesmo com as dificuldades de reprodução de cor típicos das telas LCD o myPantone é um ótimo software para designers, estilistas e decoradores que precisam estudar as cores que serão usadas em seus projetos ou para a área de produção gráfica, quando é necessário fazer uma analise rápida de cor para algum cliente.
Não será surpresa se a plataforma iPhone se estabelecer definitivamente como a maneira de encarar a mobilidade digital no século XXI.

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Qual é a melhor resolução para impressão de banners?

Escolher uma empresa para a confecção de banners não é uma tarefa fácil. Os preços muitas vezes parecem serem oferecidos de maneira aleatória e, numa tentativa de racionalização, o consumidor começa a tentar equiparar as condições técnicas de impressão do material. Neste momento podemos correr o risco de ficarmos totalmente perdidos, ou então acabar pagando por um preço incompatível com a qualidade ou a destinação a que o banner foi pensado.
Várias são as variáveis envolvidas e vamos tentar falar um pouco sobre alguns desses fatores:

- Resolução: as impressoras do tipo solvente são atualmente apresentadas com cabeças de impressão com várias resoluções. Encontram-se normalmente entre 360 e 1440 DPIs (dot per inch, ou pontos por polegadas). Existem várias marcas e tecnologias para cabeças de impressão e muitas vezes o fabricante de uma impressora compartilha a mesma tecnologia de impressão com outras empresas. Outro detalhe importante é que muitas vezes acreditamos que nossas impressões serão feitas com a maior resolução disponível, quando na maior parte das vezes isso não é necessário.

- Tipo de mídia: apesar do senso comum dizer o contrário, impressoras do tipo solvente tem grande variação de qualidade de impressão conforme o tipo de mídia utilizada. No geral lonas vinílicas do tipo coated são mais indicadas, pois mesmo impressoras de menor resolução apresentam uma melhor qualidade de imagem. As lonas calandradas de baixa qualidade podem ter uma reprodução de cor de baixo ganho, apresentando pontos brancos e poros mesmo em altas resoluções. As imagens acabam ficando esmaecidas ou com aspecto desbotado.
Segundo Luis Perez, gerente da Inter D Comunicação Visual, "não se justifica um investimento em equipamentos de impressão solvente mais caros se você vai usar mídias de baixa qualidade, é um contra-senso".

- Tipo de arquivo fonte: atualmente é consenso que arquivos do tipo Acrobat (PDF) possibilitam melhor qualidade de impressão e menos erros. Essa situação seria a ideal não fosse o fato de que muitos clientes não sabem produzir corretamente um arquivo PDF para pré-impressão, causando muitos problemas e as vezes obrigando o bureau a transformar o arquivo em JPG na tentativa de resolver o problema. É comum o desaparecimento de fontes, a não impressão de camadas em bitmap ou a impressão de objetos ocultos no arquivo do cliente. Outro problema é a gravação de arquivos PDFs gigantescos para trabalhos que não necessitam de tanta informação, dificultando o envio e a ripagem do trabalho.

Usar apenas as características de resolução de impressão na tecnologia solvente para basear escolhas de trabalho não é suficiente. Precisamos estar atentos a todos os fatores para chegar a uma boa relação custo x qualidade.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

PhotoImage Brazil 2009

De 11 a 13 de agosto aconteceu a 17ª Feira PhotoImage Brazil 2009, voltada para o setor de imagem, fotografia e impressão fotográfica. A interD esteve no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo para conferir as novidades e lançamentos da área.

Um dos destaques da feira foi a importância dada ao foto livro como produto da área fotográfica. A crescente diminuição de procura por serviços de impressão fotográfica por parte do público em geral, fruto da popularização das cameras digitais, fez o mercado fotográfico procurar a oferta de alternativas para motivar as pessoas a imprimir suas imagens novamente. Várias eram as opções em tecnologia de impressão, acabamento e montagem de foto livros. Dentre as tecnologias de impressão se destacam a laser digital com qualidade offset, a jato de tinta fine art e a tecnologia térmica. Cada uma dessas tecnologias tem seus prós e contras sendo que as grandes empresas como a Fuji e a Kodak estão direcionando seus esforços para a tecnologia ink jet, através dos chamados "dry minilabs". Na InterD além da tradicional impressão laser digital já é utilizada a tecnologia ink jet na produção de foto livros com impressão frente e verso, uma escolha que tem se mostrado muito viável, com grande aceitação pelo público. Essa tecnologia tem a vantagem da grande durabilidade obtida através de pigmentos tradicionais. Um foto livro impresso com os devidos cuidados pode durar gerações.

Quanto ao acabamento muitas empresas apresentaram fotolivros tradicionais no segmento luxo, para casamentos e festas, bem como as brochuras e foto revistas. Vale destacar os equipamentos para colagem instantânea de capas que possibilitam a produção rápida de pequenos volumes de foto livros. No entanto o acabamento neste sistema pode ficar um pouco aquém do que o consumidor consideraria aceitável e o preço ainda é alto. A rapidez proporcionada pelas capas de colagem térmica não parece ser o suficiente para justificar seu custo.

Ao contrário do ano anterior o seguimento de impressão fine art não teve muito destaque. Poucas máquinas novas foram apresentadas e poucas empresas trouxeram mídias para este mercado. Ficou claro que o consumidor e o público profissional brasileiro ainda tem dificuldades em entender o conceito da impressão fine art. Apesar da relativa popularização da idéia de fotografia como obra de arte e investimento no Brasil, não existe um mercado que dê suporte aos altos custos inerentes a este tipo de impressão no país. Ainda assim a InterD continua trabalhando no intuito de divulgar a área de fine art oferecendo serviços de qualidade a preços competitivos.

O lançamento de equipamentos fotográficos teve como destaque o aperfeiçoamento das Digitais Reflex já disponíveis no mercado, com o aprimoramento dos sensores e softwares de controle, e a tendência de uso de um design retrô na produção de cameras compactas. Algumas dessas cameras chegam ao requinte de apresentar visores analógicos de contagem de "fotogramas" e o uso de materiais e cores que lembram o design dos equipamentos fotográficos dos anos de 1950 a 1960. Estas cameras, criadas para atrair o consumidor ligado ao movimento lomográfico (veja matéria abaixo), tem o charme do passado e a alta tecnologia do presente.

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As possibilidades da Lomografia Digital

A lomografia é uma corrente mantida por entusiastas da fotografia convencional obtida com equipamentos mecânicos simples como os da linha Lomo, cameras fabricadas inicialmente no leste europeu. Atualmente o universo da lomografia se expandiu muito. "No meu caso" diz Ricardo Hage "como não tenho paciência com o processo químico utilizo um software no iPhone que aplica efeitos muito parecidos aos obtidos por cameras lomo nas imagens do próprio celular". O artista mantém um diário móvel com suas "lomografias digitais" fotografando, tratando e enviando as imagens para a internet através do próprio iPhone. (veja em www.ricardohage.com).

Veja abaixo alguns exemplos de imagens digitais já tratadas como se fossem obtidas em cameras convencionais:








O artista inicia agora a fase de impressão de suas imagens utilizando os serviços de Fine Art da InterD. Num primeiro momento os testes serão feitos em papéis artísticos (linha Hahnemhulle e Canson), fotográficos (HP) e canvas (Hahnemhulle).
Apesar da baixa resolução inicial das fotografias obtidas com o iPhone (2Mpx) este tipo de imagem pode ser impresso em dimensões maiores através de alguns cuidados específicos. O aumento das dimensões por interpolação utilizando softwares como o Adobe Photoshop pode até mesmo adicionar alguma qualidade dependendo das características da imagem.
Ricardo Hage pretende em breve apresentar os resultados de sua pesquisa.

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E como andam os banners: a impressão com tintas base solvente

Apesar da recente implementação da Lei Cidade Limpa na cidade de São Paulo o mercado de impressão a base de solvente continua muito forte. A queda da demanda pela impressão de outdoors e material externo de sinalização em São Paulo foi compensada pela manutenção dos mercados no resto do país e por novas alternativas para o uso deste tipo de impressão.

Os plotters à base de solvente tem como característica a produção de imagens com qualidade fotográfica razoável, mas que não se equipara as impressões feitas por plotters fine art. Seu foco está na produção de imagens de baixo custo, impressão em grandes quantidades com boa durabilidade quando expostas a intempéries. A durabilidade de cor (lightfastness) é pequena: tintas solventes convencionais podem garantir a manutenção de cor por cerca de três anos enquanto as tintas ecosolventes podem durar cerca de seis meses. Quando a impressão é feita em mídias de maior qualidade esta durabilidade pode se estender um pouco mais. Apesar da aparente fragilidade desta tecnologia a impressão com tinta à base de solvente está perfeitamente adaptada ao mercado para a qual está voltada. Sua maior utilização está na produção de banners promocionais, material para ponto de venda, adesivos para sinalização, adesivos decorativos e material para outdoors, produtos muitas vezes pensados para serem descartados tão logo eventos e campanhas de marketing terminem.

Do ponto de vista da idéia de sustentabilidade ambiental o calcanhar de Aquiles da tecnologia fica claro: como descartar ou reciclar banners usados e as sobras das tintas?

"Na InterD estamos iniciando um programa de testes para a utilização de material reciclado na impressão à base de solvente", diz o gerente de vendas Luis Perez. Segundo ele o primeiro produto a ser utilizado será a impressão em lonas produzidas com a reciclagem de garrafas PET. Num segundo momento estão nos planos da empresa a reciclagem de lonas convencionais já impressas.

O cuidado com o meio ambiente e o uso responsável deste tipo de impressão pode fazer com que venhamos a nos servir dela por muitos anos ainda.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Serigrafia Sign 2009

Aconteceu no final de julho a Feira Serigrafia Sign 2009. A inter D esteve no pavilhão da Expo Center Norte em São Paulo para conferir as novidades e lançamentos da área de impressão em grandes formatos, materiais para a gravação de mídias diferenciadas e produção de brindes.
Na feira, várias empresas apresentaram soluções já conhecidas para a impressão digital em solvente voltadas para grandes formatos. Ficou claro que a impressão digital sobre vinil já alcançou uma boa qualidade de impressão, reproduzindo fotografias e material publicitário perfeitamente. A Ampla Digital, empresa nacional sediada em Curitiba, apresentou suas máquinas para solvente que utilizam cabeças de impressão Xaar ou Konica Minolta, dependendo da configuração. Como diferencial apresentam custo de produção reduzido, uso de tinta de alta durabilidade e possibilidade de financiamento pelo cartão BNDES.
No entanto, a impressão em plotters de solvente ainda não é o tipo de reprodução indicada para material fine art, tal como impressões fotográficas de arquivamento bem como reproduções artísticas do tipo giclée. Segundo Ricardo Matos, diretor da Inter D, o problema ainda se dá em relação à reprodução de cores, tipo de superfícies utilizadas e principalmente, formulação das tintas, que não podem concorrer nesses quesitos com as atuais tintas pigmentadas utilizadas nas impressões voltadas ao mercado fine art. Segundo Ricardo "é possível que, num futuro próximo, o desenvolvimento de novos e variados suportes e o barateamento das máquinas de grande formato ink jet fine art acabem por deixar a impressão por solvente restrita a nichos de mercado muito específicos, como o da impressão em lonas submergíveis ou o de tecidos. Mesmo assim já existem tintas pigmentadas que em determinados suportes se tornam à prova d'água. O problema ainda é o custo."
No caso da reprodução de fotos a tecnologia ink jet já começa a substituir a ampliação química presente nos equipamentos do tipo mini lab. A Fuji apresentou timidamente o Dry mini Lab 410, equipamento que imprime fotos 10x15cm em 8 segundos a custo muito baixo. A qualidade da reprodução é muito boa e a durabilidade estimada é superior a duzentos anos, o que insere a máquina no campo fine art. A máquina deverá ser promovida com mais ênfase na próxima Photo Image Brazil no mês de agosto. A Inter D estará lá para conferir.

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Impressão laser colorida e seus problemas

Apesar das inúmeras tecnologias para impressão em cores já existentes podemos dizer que ainda existe muita desinformação nessa área. No caso da impressão a laser colorida o mercado nacional conta em sua maior parte com tecnologias de impressão opacas e em alguns casos com a impressão com cobertura de verniz de silicone. Esse tipo de impressão simula em alguns casos o efeito causado pela aplicação de verniz usado nas impressões offset. A impressão a laser é muito suscetível as variações de umidade, calor e gramatura do papel. A utilização de funções como duplex automático (impressão frente e verso) agrava ainda mais essas suscetibilidade, sendo comum o atolamento de papéis no mecanismo impressor ou o surgimento de áreas borradas por toner. Esses problemas são de fácil eliminação com a escolha adequada do papel utilizado, controle de temperatura e umidade do material e da área de trabalho além de correta manutenção do equipamento. A correspondência de cor nas impressões também é um problema muitas vezes incontornável. Poucos são os equipamentos que são certificados para utilizar sistemas de controle de cor como o da Pantone. "Em nosso caso", diz Luis Perez, gerente de vendas da Inter D Comunicação Visual, "utilizamos a tecnologia Xanté para toner certificado e Canon no caso da necessidade de verniz, como ocorre na impressão de alguns cartões de visita". Segundo ele essas duas opções, aliadas ao uso de um sistema de calibração X-Rite i1 têm resolvido a maior parte dos problemas em relação à reprodução de cor na empresa, desde que o cliente também tenha produzido arquivos digitais com controle adequado. "Quando o cliente utiliza um monitor comum para a produção do material é impossível saber qual será o resultado da impressão"diz ele.
O custo de uma impressão laser também deve ser um elemento a ser levado em conta quando da contratação de um trabalho de impressão. Muitas empresas oferecem preços muito baixos para impressão laser colorida pois utilizam equipamentos antigos e toner de procedência muitas vezes duvidosa. Existem toners alternativos de boa qualidade, mas devem ser certificados dentro da empresa com testes para que não surjam, depois, dúvidas quanto à qualidade de impressão.

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Reprodução fine art e o dilema do papel

Qual o melhor papel para reproduções artísticas fine art? A pergunta é feita por muitos fotógrafos, artistas plásticos e designers quando o que está em conta é a reprodução de seus trabalhos.

Podemos dizer que cada tipo de trabalho exige um suporte (mídia) diferente.

No caso das fotografias autorais que demandam alto nível de reprodução de cor, tons de cinza ou durabilidade, o ideal é utilizar materiais específicos como os "photo papers" produzidos por empresas voltadas ao setor (Kodak, HP, Fuji) ou os papéis próprios para fotografia produzidos por fabricantes de papéis artísticos como a Hahnemühle ou a Canson. A impressão deve ser feita prioritariamente em tecnologia ink jet utilizando tintas pigmentadas, ou seja, produzidas com pigmentos conhecidos pela sua durabilidade e confiabilidade. Para esse fim os papéis especiais são importantes, pois são certificados pelas empresas que fabricam as impressoras com essa tecnologia. O impressor tem a garantia de saber de antemão como o papel se comportará.

Já o caso da reprodução de obras de arte (giclée) ou da impressão de arte digital (criada pelo artista diretamente no computador) as soluções podem ser mais abrangentes. É possível, dependendo do equipamento utilizado, imprimir sobre papéis não produzidos especificamente para impressão digital. No entanto, as empresas de papel artístico têm disponibilizado versões digitais de seus papéis convencionais, caso da Hahnemühle e da Canson.

A Canson, por sinal, acaba de lançar sua linha Infinity de papéis digitais. Dentre a extensa linha de produtos chamam atenção os papéis Edition Etching Rag de 310g, voltado para a reprodução de desenhos e gravura, e o BKF Rives 310g voltado para fine art e fotografia. Esses papéis não contam com branqueadores óticos o que aumenta sua durabilidade e diminui o risco de interferência de agentes químicos com a cor impressa.

Do ponto de vista da relação custo benefício o clássico papel Mi-teintes é apresentado agora em sua versão para impressão digital em 170g, propiciando a artistas e fotógrafos um suporte de menor preço que mesmo assim mantém as qualidades necessárias de durabilidade e manutenção de cor.

É importante que o artista ou fotógrafo seja bem assessorado nessa busca pois as possibilidades são muitas e só um especialista em reprodução fine art pode dar a melhor orientação a respeito.


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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Como usar adesivos decorativos?

Atualmente adesivos são muito utilizados em decoração de ambiente, automóveis, artesanato, embalagens e qualquer superfície que precise de uma personalização.
O boom da adesivagem começou a acontecer com o amadurecimento da tecnologia de plotagem digital sobre matrizes adesivas. Essa tecnologia permite a produção de um único adesivo à partir de uma imagem digital, o que barateou em muito o processo de produção.
Existem várias possibilidades em seu uso. A mais comum é o uso de adesivos com imagens planas, de uma única cor, compondo com várias formas e criando padrões de Urban Art, símbolos e mesmo imagens infantis.
Outra forma da utilização de adesivos é a personalização de grandes superfícies, tais como paredes ou mesmo móveis, com imagens exclusivas. O uso de imagens que reproduzem ilusões ou que modificam a percepção que temos de um objeto ou superfície também é comum.
O uso de adesivação em automóveis também é comum, inicialmente sendo utilizado por empresas para divulgar seus serviços e sua marca. No entanto a prática do "tuning" de automóveis, aplicando imagens sugestivas ligadas à velocidade e a ideia de motores, se tornou viável principalmente graças ao uso de adesivos digitais.
Os adesivos digitais são produzidos principalmente sobre vinil, com acabamento brilhante ou fosco. Também são utilizadas mídias transparentes e perfuradas, possibilitando novas possibilidades criativas.
O uso de adesivos digitais em embalagens permite aos pequenos empresários um nível de sofisticação da imagem de seu produto só possível antigamente as grandes empresas.
"É comum atender-mos pequenos empresários e comerciantes interessados na valorização de sua marca" diz Luis Perez, responsável pela área na Inter D Comunicação Visual. "Mesmo artistas e pessoas ligadas a artesanato estão utilizando esse meio", completa.
Novos suportes estão sendo desenvolvidos e o próximo desafio da adesivação é o desenvolvimento de suportes preparados para o uso de tintas pigmentadas, como as das impressões fine art.