terça-feira, 6 de outubro de 2009

Qual é a melhor resolução para impressão de banners?

Escolher uma empresa para a confecção de banners não é uma tarefa fácil. Os preços muitas vezes parecem serem oferecidos de maneira aleatória e, numa tentativa de racionalização, o consumidor começa a tentar equiparar as condições técnicas de impressão do material. Neste momento podemos correr o risco de ficarmos totalmente perdidos, ou então acabar pagando por um preço incompatível com a qualidade ou a destinação a que o banner foi pensado.
Várias são as variáveis envolvidas e vamos tentar falar um pouco sobre alguns desses fatores:

- Resolução: as impressoras do tipo solvente são atualmente apresentadas com cabeças de impressão com várias resoluções. Encontram-se normalmente entre 360 e 1440 DPIs (dot per inch, ou pontos por polegadas). Existem várias marcas e tecnologias para cabeças de impressão e muitas vezes o fabricante de uma impressora compartilha a mesma tecnologia de impressão com outras empresas. Outro detalhe importante é que muitas vezes acreditamos que nossas impressões serão feitas com a maior resolução disponível, quando na maior parte das vezes isso não é necessário.

- Tipo de mídia: apesar do senso comum dizer o contrário, impressoras do tipo solvente tem grande variação de qualidade de impressão conforme o tipo de mídia utilizada. No geral lonas vinílicas do tipo coated são mais indicadas, pois mesmo impressoras de menor resolução apresentam uma melhor qualidade de imagem. As lonas calandradas de baixa qualidade podem ter uma reprodução de cor de baixo ganho, apresentando pontos brancos e poros mesmo em altas resoluções. As imagens acabam ficando esmaecidas ou com aspecto desbotado.
Segundo Luis Perez, gerente da Inter D Comunicação Visual, "não se justifica um investimento em equipamentos de impressão solvente mais caros se você vai usar mídias de baixa qualidade, é um contra-senso".

- Tipo de arquivo fonte: atualmente é consenso que arquivos do tipo Acrobat (PDF) possibilitam melhor qualidade de impressão e menos erros. Essa situação seria a ideal não fosse o fato de que muitos clientes não sabem produzir corretamente um arquivo PDF para pré-impressão, causando muitos problemas e as vezes obrigando o bureau a transformar o arquivo em JPG na tentativa de resolver o problema. É comum o desaparecimento de fontes, a não impressão de camadas em bitmap ou a impressão de objetos ocultos no arquivo do cliente. Outro problema é a gravação de arquivos PDFs gigantescos para trabalhos que não necessitam de tanta informação, dificultando o envio e a ripagem do trabalho.

Usar apenas as características de resolução de impressão na tecnologia solvente para basear escolhas de trabalho não é suficiente. Precisamos estar atentos a todos os fatores para chegar a uma boa relação custo x qualidade.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

PhotoImage Brazil 2009

De 11 a 13 de agosto aconteceu a 17ª Feira PhotoImage Brazil 2009, voltada para o setor de imagem, fotografia e impressão fotográfica. A interD esteve no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo para conferir as novidades e lançamentos da área.

Um dos destaques da feira foi a importância dada ao foto livro como produto da área fotográfica. A crescente diminuição de procura por serviços de impressão fotográfica por parte do público em geral, fruto da popularização das cameras digitais, fez o mercado fotográfico procurar a oferta de alternativas para motivar as pessoas a imprimir suas imagens novamente. Várias eram as opções em tecnologia de impressão, acabamento e montagem de foto livros. Dentre as tecnologias de impressão se destacam a laser digital com qualidade offset, a jato de tinta fine art e a tecnologia térmica. Cada uma dessas tecnologias tem seus prós e contras sendo que as grandes empresas como a Fuji e a Kodak estão direcionando seus esforços para a tecnologia ink jet, através dos chamados "dry minilabs". Na InterD além da tradicional impressão laser digital já é utilizada a tecnologia ink jet na produção de foto livros com impressão frente e verso, uma escolha que tem se mostrado muito viável, com grande aceitação pelo público. Essa tecnologia tem a vantagem da grande durabilidade obtida através de pigmentos tradicionais. Um foto livro impresso com os devidos cuidados pode durar gerações.

Quanto ao acabamento muitas empresas apresentaram fotolivros tradicionais no segmento luxo, para casamentos e festas, bem como as brochuras e foto revistas. Vale destacar os equipamentos para colagem instantânea de capas que possibilitam a produção rápida de pequenos volumes de foto livros. No entanto o acabamento neste sistema pode ficar um pouco aquém do que o consumidor consideraria aceitável e o preço ainda é alto. A rapidez proporcionada pelas capas de colagem térmica não parece ser o suficiente para justificar seu custo.

Ao contrário do ano anterior o seguimento de impressão fine art não teve muito destaque. Poucas máquinas novas foram apresentadas e poucas empresas trouxeram mídias para este mercado. Ficou claro que o consumidor e o público profissional brasileiro ainda tem dificuldades em entender o conceito da impressão fine art. Apesar da relativa popularização da idéia de fotografia como obra de arte e investimento no Brasil, não existe um mercado que dê suporte aos altos custos inerentes a este tipo de impressão no país. Ainda assim a InterD continua trabalhando no intuito de divulgar a área de fine art oferecendo serviços de qualidade a preços competitivos.

O lançamento de equipamentos fotográficos teve como destaque o aperfeiçoamento das Digitais Reflex já disponíveis no mercado, com o aprimoramento dos sensores e softwares de controle, e a tendência de uso de um design retrô na produção de cameras compactas. Algumas dessas cameras chegam ao requinte de apresentar visores analógicos de contagem de "fotogramas" e o uso de materiais e cores que lembram o design dos equipamentos fotográficos dos anos de 1950 a 1960. Estas cameras, criadas para atrair o consumidor ligado ao movimento lomográfico (veja matéria abaixo), tem o charme do passado e a alta tecnologia do presente.

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As possibilidades da Lomografia Digital

A lomografia é uma corrente mantida por entusiastas da fotografia convencional obtida com equipamentos mecânicos simples como os da linha Lomo, cameras fabricadas inicialmente no leste europeu. Atualmente o universo da lomografia se expandiu muito. "No meu caso" diz Ricardo Hage "como não tenho paciência com o processo químico utilizo um software no iPhone que aplica efeitos muito parecidos aos obtidos por cameras lomo nas imagens do próprio celular". O artista mantém um diário móvel com suas "lomografias digitais" fotografando, tratando e enviando as imagens para a internet através do próprio iPhone. (veja em www.ricardohage.com).

Veja abaixo alguns exemplos de imagens digitais já tratadas como se fossem obtidas em cameras convencionais:








O artista inicia agora a fase de impressão de suas imagens utilizando os serviços de Fine Art da InterD. Num primeiro momento os testes serão feitos em papéis artísticos (linha Hahnemhulle e Canson), fotográficos (HP) e canvas (Hahnemhulle).
Apesar da baixa resolução inicial das fotografias obtidas com o iPhone (2Mpx) este tipo de imagem pode ser impresso em dimensões maiores através de alguns cuidados específicos. O aumento das dimensões por interpolação utilizando softwares como o Adobe Photoshop pode até mesmo adicionar alguma qualidade dependendo das características da imagem.
Ricardo Hage pretende em breve apresentar os resultados de sua pesquisa.

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E como andam os banners: a impressão com tintas base solvente

Apesar da recente implementação da Lei Cidade Limpa na cidade de São Paulo o mercado de impressão a base de solvente continua muito forte. A queda da demanda pela impressão de outdoors e material externo de sinalização em São Paulo foi compensada pela manutenção dos mercados no resto do país e por novas alternativas para o uso deste tipo de impressão.

Os plotters à base de solvente tem como característica a produção de imagens com qualidade fotográfica razoável, mas que não se equipara as impressões feitas por plotters fine art. Seu foco está na produção de imagens de baixo custo, impressão em grandes quantidades com boa durabilidade quando expostas a intempéries. A durabilidade de cor (lightfastness) é pequena: tintas solventes convencionais podem garantir a manutenção de cor por cerca de três anos enquanto as tintas ecosolventes podem durar cerca de seis meses. Quando a impressão é feita em mídias de maior qualidade esta durabilidade pode se estender um pouco mais. Apesar da aparente fragilidade desta tecnologia a impressão com tinta à base de solvente está perfeitamente adaptada ao mercado para a qual está voltada. Sua maior utilização está na produção de banners promocionais, material para ponto de venda, adesivos para sinalização, adesivos decorativos e material para outdoors, produtos muitas vezes pensados para serem descartados tão logo eventos e campanhas de marketing terminem.

Do ponto de vista da idéia de sustentabilidade ambiental o calcanhar de Aquiles da tecnologia fica claro: como descartar ou reciclar banners usados e as sobras das tintas?

"Na InterD estamos iniciando um programa de testes para a utilização de material reciclado na impressão à base de solvente", diz o gerente de vendas Luis Perez. Segundo ele o primeiro produto a ser utilizado será a impressão em lonas produzidas com a reciclagem de garrafas PET. Num segundo momento estão nos planos da empresa a reciclagem de lonas convencionais já impressas.

O cuidado com o meio ambiente e o uso responsável deste tipo de impressão pode fazer com que venhamos a nos servir dela por muitos anos ainda.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Serigrafia Sign 2009

Aconteceu no final de julho a Feira Serigrafia Sign 2009. A inter D esteve no pavilhão da Expo Center Norte em São Paulo para conferir as novidades e lançamentos da área de impressão em grandes formatos, materiais para a gravação de mídias diferenciadas e produção de brindes.
Na feira, várias empresas apresentaram soluções já conhecidas para a impressão digital em solvente voltadas para grandes formatos. Ficou claro que a impressão digital sobre vinil já alcançou uma boa qualidade de impressão, reproduzindo fotografias e material publicitário perfeitamente. A Ampla Digital, empresa nacional sediada em Curitiba, apresentou suas máquinas para solvente que utilizam cabeças de impressão Xaar ou Konica Minolta, dependendo da configuração. Como diferencial apresentam custo de produção reduzido, uso de tinta de alta durabilidade e possibilidade de financiamento pelo cartão BNDES.
No entanto, a impressão em plotters de solvente ainda não é o tipo de reprodução indicada para material fine art, tal como impressões fotográficas de arquivamento bem como reproduções artísticas do tipo giclée. Segundo Ricardo Matos, diretor da Inter D, o problema ainda se dá em relação à reprodução de cores, tipo de superfícies utilizadas e principalmente, formulação das tintas, que não podem concorrer nesses quesitos com as atuais tintas pigmentadas utilizadas nas impressões voltadas ao mercado fine art. Segundo Ricardo "é possível que, num futuro próximo, o desenvolvimento de novos e variados suportes e o barateamento das máquinas de grande formato ink jet fine art acabem por deixar a impressão por solvente restrita a nichos de mercado muito específicos, como o da impressão em lonas submergíveis ou o de tecidos. Mesmo assim já existem tintas pigmentadas que em determinados suportes se tornam à prova d'água. O problema ainda é o custo."
No caso da reprodução de fotos a tecnologia ink jet já começa a substituir a ampliação química presente nos equipamentos do tipo mini lab. A Fuji apresentou timidamente o Dry mini Lab 410, equipamento que imprime fotos 10x15cm em 8 segundos a custo muito baixo. A qualidade da reprodução é muito boa e a durabilidade estimada é superior a duzentos anos, o que insere a máquina no campo fine art. A máquina deverá ser promovida com mais ênfase na próxima Photo Image Brazil no mês de agosto. A Inter D estará lá para conferir.

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Impressão laser colorida e seus problemas

Apesar das inúmeras tecnologias para impressão em cores já existentes podemos dizer que ainda existe muita desinformação nessa área. No caso da impressão a laser colorida o mercado nacional conta em sua maior parte com tecnologias de impressão opacas e em alguns casos com a impressão com cobertura de verniz de silicone. Esse tipo de impressão simula em alguns casos o efeito causado pela aplicação de verniz usado nas impressões offset. A impressão a laser é muito suscetível as variações de umidade, calor e gramatura do papel. A utilização de funções como duplex automático (impressão frente e verso) agrava ainda mais essas suscetibilidade, sendo comum o atolamento de papéis no mecanismo impressor ou o surgimento de áreas borradas por toner. Esses problemas são de fácil eliminação com a escolha adequada do papel utilizado, controle de temperatura e umidade do material e da área de trabalho além de correta manutenção do equipamento. A correspondência de cor nas impressões também é um problema muitas vezes incontornável. Poucos são os equipamentos que são certificados para utilizar sistemas de controle de cor como o da Pantone. "Em nosso caso", diz Luis Perez, gerente de vendas da Inter D Comunicação Visual, "utilizamos a tecnologia Xanté para toner certificado e Canon no caso da necessidade de verniz, como ocorre na impressão de alguns cartões de visita". Segundo ele essas duas opções, aliadas ao uso de um sistema de calibração X-Rite i1 têm resolvido a maior parte dos problemas em relação à reprodução de cor na empresa, desde que o cliente também tenha produzido arquivos digitais com controle adequado. "Quando o cliente utiliza um monitor comum para a produção do material é impossível saber qual será o resultado da impressão"diz ele.
O custo de uma impressão laser também deve ser um elemento a ser levado em conta quando da contratação de um trabalho de impressão. Muitas empresas oferecem preços muito baixos para impressão laser colorida pois utilizam equipamentos antigos e toner de procedência muitas vezes duvidosa. Existem toners alternativos de boa qualidade, mas devem ser certificados dentro da empresa com testes para que não surjam, depois, dúvidas quanto à qualidade de impressão.

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Reprodução fine art e o dilema do papel

Qual o melhor papel para reproduções artísticas fine art? A pergunta é feita por muitos fotógrafos, artistas plásticos e designers quando o que está em conta é a reprodução de seus trabalhos.

Podemos dizer que cada tipo de trabalho exige um suporte (mídia) diferente.

No caso das fotografias autorais que demandam alto nível de reprodução de cor, tons de cinza ou durabilidade, o ideal é utilizar materiais específicos como os "photo papers" produzidos por empresas voltadas ao setor (Kodak, HP, Fuji) ou os papéis próprios para fotografia produzidos por fabricantes de papéis artísticos como a Hahnemühle ou a Canson. A impressão deve ser feita prioritariamente em tecnologia ink jet utilizando tintas pigmentadas, ou seja, produzidas com pigmentos conhecidos pela sua durabilidade e confiabilidade. Para esse fim os papéis especiais são importantes, pois são certificados pelas empresas que fabricam as impressoras com essa tecnologia. O impressor tem a garantia de saber de antemão como o papel se comportará.

Já o caso da reprodução de obras de arte (giclée) ou da impressão de arte digital (criada pelo artista diretamente no computador) as soluções podem ser mais abrangentes. É possível, dependendo do equipamento utilizado, imprimir sobre papéis não produzidos especificamente para impressão digital. No entanto, as empresas de papel artístico têm disponibilizado versões digitais de seus papéis convencionais, caso da Hahnemühle e da Canson.

A Canson, por sinal, acaba de lançar sua linha Infinity de papéis digitais. Dentre a extensa linha de produtos chamam atenção os papéis Edition Etching Rag de 310g, voltado para a reprodução de desenhos e gravura, e o BKF Rives 310g voltado para fine art e fotografia. Esses papéis não contam com branqueadores óticos o que aumenta sua durabilidade e diminui o risco de interferência de agentes químicos com a cor impressa.

Do ponto de vista da relação custo benefício o clássico papel Mi-teintes é apresentado agora em sua versão para impressão digital em 170g, propiciando a artistas e fotógrafos um suporte de menor preço que mesmo assim mantém as qualidades necessárias de durabilidade e manutenção de cor.

É importante que o artista ou fotógrafo seja bem assessorado nessa busca pois as possibilidades são muitas e só um especialista em reprodução fine art pode dar a melhor orientação a respeito.


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