quarta-feira, 12 de maio de 2010

Textos e imagens sem o Microsoft Office

Você sabia que existe uma grande quantidade de softwares legais que são distribuídos gratuitamente por seus desenvolvedores? Sim, você não precisa desembolsar grandes quantias de dinheiro para comprar programas profissionais nem correr riscos de segurança (vírus e spyware) utilizando softwares de origem duvidosa.

Os chamados freewares são produzidos por desenvolvedores que acreditam em produzir para um público que não tem acesso legal as ferramentas do mundo digital.

Hoje vamos falar um pouco da suíte BrOffice. Em 2002 um grupo de desenvolveres brasileiros começou a fazer a localização (tradução e adaptação) para o Brasil do projeto OpenOffice, uma suíte gratuita de programas alternativa ao Microsoft Office. Esse grupo, devido a problemas com o registro de marca brasileiro que havia sido feito com o nome OpenOffice, mudou sua denominação para BrOffice. Atualmente o grupo forma uma ONG voltada para o desenvolvimento dessa suíte de aplicativos.

O BrOffice pode ser instalado nas plataformas Windows, Linux e Mac e é acompanhado dos seguintes programas:

- Writer: editor de textos equivalente ao Microsoft Word;
- Calc: planilha equivalente ao Microsoft Excell;
- Impress: software de apresentação equivalente ao Microsoft PowerPoint;
- Draw: software de desenho vetorial equivalente ao CorelDraw;
- Base: software de banco de dados;
- Math: software para criação de equações matemáticas.

Uma preocupação do BrOffice é que exista a interoperalidade dos arquivos produzidos por seus programas. É por isso que o BrOffice abre e exporta seus arquivos em uma série de formatos além do OpenDocument (formato nativo), como o DOC, PDF e outros.

Para conhecer o BrOffice visite o site oficial: http://www.broffice.org

A grande vantagem do BrOffice em relação ao Microsoft Windows é a habilidade de exportar documentos de texto e imagens em formatos como o PDF ou JPG. Essa habilidade é muito importante para pequenos empresários, professores, estudantes ou qualquer leigo que necessite formatar texto e imagens para a impressão de banners promocionais ou para apresentação em congressos e eventos.

Arquivos de apresentação como os produzidos pelo PowerPoint tem resolução de tela e dimensões reduzidas. Mesmo que seu projeto pareça bem definido na tela de seu computador isso não significa que seja possível imprimí-lo com qualidade em tamanhos superiores ao formato A4 (21 x 29,7cm) ou mesmo menores. O BrOffice disponibiliza vários formatos de exportação de arquivos, muitos deles compatíveis com impressões em grande formato como o PDF e o SVG.

Visite o site do BrOffice e faça o download do instalador. Afinal, não custa nada (mesmo) experimentar…



Publicado no NewsLetter Carta Gráfica InterD Maio de 2010 - receba por email também, clique aqui

segunda-feira, 8 de março de 2010

A Europa e os serviços de impressão digital

O velho continente enfrenta uma dura crise econômica e de identidade. Os segmento de serviços gráficos e de imagem também foram afetados. O NewsLetter InterD esteve no início do ano visitando Espanha e França para pesquisar a situação.
Durante os últimos anos a Espanha tem sido descrita como um pais de inovação e desenvolvimento econômico rápido. Deixando para trás um passado de atraso, o país investiu pesado nas novas tecnologias gráficas e da arte tecnológica. Empresas como 4D Servicios Gráficos, Cefesar, Sergraph e Quinteral estão equipadas com todas as facilidades técnicas da área. No entanto a utilização dos serviços gráficos por parte dos europeus é muito diferente do público brasileiro.
A utilização de banners em lona vinílica para promoção comercial em ambientes externos por exemplo é pouco percebida. Em Madri alguns eventos conseguem permissão especial para a utilização de banners outdoor, caso da Sala de Exposições do “Canal de Isabel II” (Empresa de distribuição de água na capital espanhola). Durante o mês de fevereiro, nas ruas de entorno do espaço de exposições, banners afixados em suportes nos postes de iluminação promoviam a exposição corrente, sobre pintura impressionista.
Uma situação ainda mais complicada é encontrada na França. A utilização de banners e sinalização outdoor é mais restrita ainda. Existem códigos bem delimitados de utilização e a sinalização tende a obedecer modelos mais antigos (utilizando cartazes e mesmo lousas escritas a mão) como que para manter um certo “ar Europeu”. Em eventos, feiras e ambientes internos profissionais a utilização de banners vinílicos e impressão digital volta a tomar um lugar de destaque.
O público em geral não utiliza este tipo de serviço da mesma maneira como no Brasil, onde é comum a utilização de banners fotográficos na decoração de casamentos, festas infantis e eventos escolares. Na área acadêmica os banners também não são utilizados, sendo comum o uso de painéis impressos sobre papel e tinta à base d’água (ink jet) nas apresentações em congressos e simpósios científicos.
No geral os equipamentos de impressão digital tem, na Europa, uma utilização mais industrial, voltada para a produção de grandes quantidades de rótulos, adesivos e material promocional.

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iPad, o novo lançamento da Apple

A Apple, famosa empresa americana de tecnologia, lançou em fevereiro um novo equipamento batizado de iPad. O fato da empresa ser conhecida pelas grandes revoluções causadas pelos conceitos inovadores implantados em seus equipamentos impulsionou na mídia uma grande expectativa.
O iPad pode ser descrito de maneira geral como um iPhone maior (o smartphone da Apple), com as dimensões aproximadas de um caderno, voltado para o uso das mesmas aplicações e para algumas outras funções novas. Dentre essas funções está a da leitura de e-books, ou livros eletrônicos. A Apple pretende utilizar o seu bem sucedido sistema de venda de musica para o iPhone para vender também livros, jornais e revistas eletrônicos. O grande diferencial em relação aos concorrentes Kindle (da mazon.com) e o Nook (da Barnes & Noble) é a tela colorida OLED de alta resolução e sensibilidade ao toque. O iPad poderá exibir revistas, jornais e mesmo livros de arte com toda a qualidade de imagem fotográfica possível, ao contrario da concorrência.
Com provável início das vendas nos Estados Unidos no dia 27 de Março, o iPad não deverá demorar muito para chegar por aqui. Quanto ao preço, só existe definição para o mercado americano, onde o equipamento deverá custar cerca de US$ 499,00. No entanto a Apple já comunicou que, dependendo da resposta do público consumidor, está disposta a baixar os preços. Seu interesse é tomar o mercado de assalto, da mesma maneira como fez com o iPhone.
Só nos resta esperar e conferir.

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Fine Art InterD na Revista Sign de janeiro

A revista Sign, publicação voltada para o mercado de impressão digital e grandes formatos, apresentou na sua edição de janeiro uma matéria sobre impressão Fine Art.

Ricardo Matos, diretor da InterD, foi entrevistado pela revista para falar dos problemas da área, das questões do mercado de Fine Art e das reais necessidades que os artistas tem quando decidem imprimir obras de arte digitais ou reproduzir obras executadas com técnicas tradicionais.
A participação da InterD na revista vem confirmar a importância que a empresa dá a esse mercado e a seus público, os artistas profissionais e amadores voltados para as novas tecnologias de impressão.
Acesse parte da matéria no site da Revista Sign.

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sábado, 23 de janeiro de 2010

Decorando sua casa com suas próprias fotos

O interesse do público brasileiro por adesivos decorativos é muito grande. Muito se tem falado dos adesivos contendo grafismos, ilustrações e desenhos exclusivos. O que pouca gente sabe é que é possível utilizar suas próprias imagens fotográficas na produção de adesivos para paredes, portas e outros equipamentos.

A impressão de imagens em grande formato tem algumas particularidades e no caso de imagens impressas para decoração algumas recomendações devem ser seguidas:

- Utilize sempre imagens captadas com mais de 7Mpx. Quanto maior a resolução inicial da foto maior a qualidade de leitura de imagem, ou seja, mesmo em ampliações muito grandes a imagem continua a ter definição. No entanto a resolução da imagem por si só não garante que uma imagem ampliada tenha qualidade;

- Imagens sem boa iluminação e composição tem seus defeitos ressaltados quando são ampliadas. Uma boa foto é sempre resultado de algum estudo e cuidado na hora do "click". Fotos que foram tiradas escurecidas, sem contraste ou composição dificilmente podem ser corrigidas facilmente. Pense nisso ao escolher a imagem a ser impressa;

- Imagens de baixa resolução ou com problemas podem ser tratadas artisticamente, aplicando-se filtros, texturas e efeitos especiais. Nesse caso o defeito deve ser utilizado como efeito. Não é um trabalho feito por qualquer um, portanto procure um artista digital ou designer. Os resultados podem ser surpreendentes. Na InterD os tratamentos mais utilizados são a transformação de imagens coloridas em preto e branco, a aplicação de granulação imitando o efeito de filmes e papéis fotográficos, a aplicação de efeitos de hachura ou a simulação de linguagens artísticas tradicionais, como a aquarela;

- Retratos de pessoas obtidos a pequena distância (close up) podem dar uma sensação de distorção ao serem ampliados e instalados em paredes, por exemplo. Uma parede adesivada com a imagem de um rosto pode deixar alguns defeitos muito evidentes. Recomendamos neste caso, novamente, procurar um especialista para corrigir a imagem a ser impressa.

- Arquivos JPG típicos de câmeras digitais domésticas acabam adicionando os chamados “artefatos Jpg", pequenas manchas resultantes do processo de compactação pelo qual a imagem passa. Quando a imagem tem alta compactação esses defeitos ficam muito evidentes na impressão ampliada. Mantenha sua câmera sempre configurada para fotografar na melhor qualidade possível (maior resolução) e menor nível de compactação (Qualidade Fina). O arquivo de imagem vai ficar bem maior e a câmera terá menos espaço para guardar imagens, no entanto vale a pena comprar um cartão de memória maior ou tirar menos fotos, já que a qualidade será bem melhor.

- No caso da adesivação de portas e passagens com uma imagem de corpo inteiro, fotografe a pessoa sobre um fundo neutro ou branco. Fundos complexos ou com paisagem podem causar confusão e acidentes alem de dificultar a centralização do adesivo.

Adesivar a casa e os móveis com suas próprias imagens pode ser uma maneira bonita e criativa de renovar o seu lar ou escritório. Experimente.

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Usando o Google para entender 2010?

Como vimos no número anterior do NewsLetter InterD, o Google é uma ferramenta muito interessante para a busca de tendências e registros sobre os humores da economia e das sociedades.

No começo de 2010 percebe-se um aumento muito grande de buscas de palavras chaves ligadas a tecnologias emergentes.

Esse por exemplo é o caso do e-book. O livro eletrônico, promovido em grande parte pelo Kindle da Amazom.com, parece ser uma das grandes tendências tecnológicas de 2010. Desde 2004 tem havido uma busca constante pelo termo "download de e-book" sendo que em 2009 houve um aumento repentino de buscas pelo termo "leitor de e-book". No Brasil o próprio termo "Kindle", que só surge nas buscas do Google em 2007, sofre um aumento enorme de interesse no final de 2009. Este aumento ocorre no mesmo momento de seu lançamento para o mercado brasileiro e a tendência é de que haja ainda mais interesse sobre o assunto em 2010.

Segundo o Google o termo "Gráfica rápida" ainda é sinônimo de gráfica digital. O público parece confundir os conceitos, acreditando muitas vezes que os produtos de uma gráfica digital e uma gráfica convencional são os mesmos. Esse problema parece ainda ser uma tendência para 2010 e tem despertado o interesse de empresários interessados em resolver essa situação. Segundo Ricardo Matos, da InterD Comunicação Visual, "não há muito mais espaço para empresas gráficas ligadas apenas a um único tipo de tecnologia, para o cliente se algo está impresso é produto gráfico, e pronto".

E os termos ligados a impressão Fine Art, como ficarão em 2010? É difícil utilizar o Google como referência para esses termos, pois sua busca ainda é muito pequena no Brasil. O termo Fine Art quase sempre, nas buscas do Google Brasil, está ligado a área de fotografia, e não as artes visuais. O termo Giclée, nome da técnica de reprodução de obra de arte através de impressão digital, é praticamente desconhecido no Brasil e também apresenta buscas irrisórias no Google nacional. O futuro parece ser incerto, dado que para haver alguma mudança nessa situação seria necessário um esforço enorme de divulgação da impressão Fine Art.

Quanto aos adesivos decorativos, coqueluche de 2009, o Google parece mostrar uma tendência de manutenção de interesse pelos brasileiros. Quase insignificante até 2006, a busca pelos termos ligados a "adesivos para paredes" tiveram seu ápice em 2009, parecendo agora chegar numa fase de estabilização. No artigo abaixo desvendamos um pouco mais a questão dos adesivos decorativos.

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O final de ano e as Monografias e Trabalhos de Graduação

No final de ano as gráficas rápidas vivem inundadas de pedidos de impressão e encadernação dos famosos TGs, trabalhos de graduação, teses e dissertações universitárias. É um momento de muita tensão, pois além de ser um tipo de trabalho de maior custo é também um trabalho demorado. Muitas vezes o cliente aparece com o serviço poucos dias antes da data de entrega, quando não é o caso de precisar da impressão para o mesmo dia. Por conta das características deste tipo de trabalho essa é uma missão impossível.


Um trabalho deste tipo, para 5 volumes com cerca de 100pg em preto e branco, capa dura e douração demora no mínimo cerca de 4 horas para ficar pronto.


Caso o trabalho exija impressão duplex (frente e verso) a demora aumenta ainda mais, pois a velocidade de impressão é muito reduzida. O trabalho pode exigir até 5 horas para ficar concluído.


Nos trabalhos com impressão colorida e melhor qualidade, a impressão, encadernação e acabamento podem demorar até 12 horas para serem executados.


Como o número de trabalhos produzidos nesta época do ano é muito grande a fila de produção pode chegar a demorar uma semana para entregar um determinado trabalho.


Nem mesmo o pagamento de taxas de urgência para antecipar a entrega de uma monografia pode resolver essa situação, pois fica muito difícil para as empresas parar a linha de montagem para inserir algo em uma linha de produção já estabelecida.


É muito importante atentar alunos, professores e orientadores de que o planejamento de entrega para impressão de TGs e monografias deve fazer parte do cronograma do trabalho de pesquisa. O não reconhecimento desta necessidade pode levar ao risco da não entrega do trabalho no período especificado pelas instituições de ensino.


Publicado no NewsLetter InterD Dezembro de 2009 - receba por email também, clique aqui