terça-feira, 15 de junho de 2010

Substituindo o CorelDraw pelo freeware Inkscape

Quantas vezes você já quis desenhar um convite, fazer um cartão de visita, criar um cartaz e descobriu que não sabia que programa usar? Quantas vezes você quis utilizar um software profissional de ilustração mas não pode comprar a caríssima licença de utilização.
Já que utilizar software pirata não é legal nem recomendável você pode ficar com um grande dilema nas mãos. A comunidade de software livre resolveu a muito tempo atacar esse dilema oferecendo software gratuito com funcionalidades avançadas. Esse é o caso doInkscape. Esse software é um editor gráfico vetorial com capacidades similares ao AdobeIllustrator e ao CorelDraw, utilizando o padrão SVG (Scalable Vector Graphics) como formato de arquivo.

Imagem da interface do Inkscape

Acima imagem da interface do Inkscape
O Inkscape dá suporte a todas as capacidades avançadas de edição ligadas a esse padrão de arquivo e seus planejadores tomaram muito cuidado ao projetar sua interface: procuraram criar um ambiente onde fosse muito fácil editar objetos, desenhar a mão livre, e inserir textos artísticos. O software é mantido por uma grande comunidade de desenvolvedores que trabalha gratuitamente, garantindo constantes atualizações e resoluções de problemas.
Na realidade a interface do InkScape é muito parecida com a do CorelDraw original, sendo que os mais saudosistas ficarão muito a vontade.
Criar banners, folders, cartões e outros materiais com dimensões definidas é muito fácil, basta personalizar o tamanho do papel e, respeitando margens de impressão, configurar a arte em seu interior.
Não existem muitos efeitos pré formatados mas com um pouco de criatividade é possível construir layouts profissionais a partir de elementos como espirais, objetos geométricos (como círculos e estrelas), e mesmo canetas com ponta caligráfica ou pincel. O software consome poucos recursos é funciona bem mesmo em computadores antigos ou com configuração restrita.
O Inkscape pode ser instalado em Windows (XP, Vista e 7), Linux e Mac Os X (utilizando a interface X11) e está traduzido para várias línguas incluindo o Português do Brasil. O instalador é universal mas basta modificar a preferência de interface do programa para a linguagem desejada que ela será traduzida. Baixe o programa no site oficial do inkscape no Brasil (http://br.gnome.org/InkscapeBrasil/), ele pode ser uma ótima opção de trabalho.

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

O dia a dia da produção gráfica

Existem vários livros no mercado nacional sobre computação gráfica, editoração de livros e produção gráfica. No entanto é muito comum a designers, publicitários e mesmo ao público leigo a falta de informações sobre o dia a dia de uma gráfica e a relação dos seus processos de trabalho com o trabalho do cliente. Muitas vezes erros e desapontamentos surgem dessa falta de entendimento.

É para isso que Claudia McCue lançou em 2008 o livro "Real World Print Production", voltado para apresentar essa realidade a todos que necessitam entender o mundo real da produção gráfica.

Publicado em formato eletrônico no final de 2009 tornou-se um dos bestsellers para Kindle, o leitor de ebooks da Amazon.com.

O livro é denso em informações mas escrito de maneira leve e divertida. Poucas vezes vi alguém explicar de maneira tão precisa, concisa e engraçada a complexa relação entre o olho humano, cores RGB das telas de computador e impressão CMYK. Só isso já vale o preço do livro ($28,00 na amazon.com).

Os capítulos se dividem de maneira lógica a mostrar a prática e a teória envolvida na vida de uma gráfica. Começa com um capítulo sobre o ciclo de vida de um trabalho de impressão, continua apresentando capítulos sobre os processos em cada etapa e termina focando a produção gráfica através dos programas da Suíte Adobe Creative. Nesse caso o livro é essencial para entendermos as graves questões que designers e gráficos tem enfrentado com o uso do formato PDF. Esse formato, que surgiu como um tipo de arquivo universal para resolver os problemas de tradução de arquivos gráficos, atualmente tem gerado muita dor de cabeça para todas as pessoas envolvidas com a área de impressão. O grande número de opções de dados em um PDF e o desconhecimento do uso de seus padrões tem criado muitos problemas, principalmente quanto a inversões de texto, troca de fontes e impressão de objetos ou formas inexistentes na visualização de tela.

Ao longo dos próximos números tentaremos comentar um pouco as questões do livro, já que por enquanto não há uma edição traduzida.

Serviço: "Real World Print Production With The Adobe Creativ Suite" (em Ingles). Autor Claudia McCue. 2009, PEACHPIT PRESS.


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A impressão digital no futuro

Novas tecnologias de impressão são desenvolvidas quase todos os dias. O interesse atual pela idéia de sustentabilidade ecológica tem feito com que várias empresas se voltem para a pesquisa de formas de impressão menos agressivas ao meio ambiente.

É por esse motivo que a HP apresentou no começo de 2008 a sua tecnologia de impressão digital a látex.

Voltada para o campo da impressão digital em grandes formatos, a tecnologia látex visa oferecer uma forma mais sustentável na impressão de banners vinílicos, adesivos e todo tipo de material para ambientes externos e internos. A promessa dessa tecnologia é de que as impressões produzidas com esse material terão a mesma durabilidade e qualidade das impressões a base de solvente, coisa que ainda está por ser provada.

Outra questão importante é quanto à adoção dessa tecnologia por outras empresas produtoras de equipamento de impressão em grande formato. Por enquanto só a HP, que desenvolveu essa tecnologia, adota o látex como base de suas tintas. Questões quanto a royalties e direitos de uso da tecnologia criam um desestímulo em relação a seu uso. Mais um problema é a falta de fornecedores alternativos destas tintas, o que pode encarecer o produto final e inviabilizar a concorrência com a impressão base solvente.

Outra alternativa as tintas com base solvente seriam as tintas acrilícas a base de água e que já são bem conhecidas do público consumidor quando falamos de pintura de paredes ou mesmo de pintura artística. As tintas acrílicas já estão muito bem desenvolvidas em relação a questão do odor (existem tintas inodoras) e toxidade. Sua utilização na impressão digital é questão de tempo.

Na realidade qualquer alternativa sustentável para a impressão digital solvente deverá passar pelo problema do custo. O público brasileiro, apesar de seu interesse pelas questões ambientais, ainda tem dificuldade em pagar mais por uma tecnologia limpa. Além disso o desenvolvimento da tecnologia solvente tem produzido impressões com menos refugo (sobra de solvente) e menor poluição dos ambientes.

Ainda iremos conviver com a tecnologia solvente por algum tempo.


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Textos e imagens sem o Microsoft Office

Você sabia que existe uma grande quantidade de softwares legais que são distribuídos gratuitamente por seus desenvolvedores? Sim, você não precisa desembolsar grandes quantias de dinheiro para comprar programas profissionais nem correr riscos de segurança (vírus e spyware) utilizando softwares de origem duvidosa.

Os chamados freewares são produzidos por desenvolvedores que acreditam em produzir para um público que não tem acesso legal as ferramentas do mundo digital.

Hoje vamos falar um pouco da suíte BrOffice. Em 2002 um grupo de desenvolveres brasileiros começou a fazer a localização (tradução e adaptação) para o Brasil do projeto OpenOffice, uma suíte gratuita de programas alternativa ao Microsoft Office. Esse grupo, devido a problemas com o registro de marca brasileiro que havia sido feito com o nome OpenOffice, mudou sua denominação para BrOffice. Atualmente o grupo forma uma ONG voltada para o desenvolvimento dessa suíte de aplicativos.

O BrOffice pode ser instalado nas plataformas Windows, Linux e Mac e é acompanhado dos seguintes programas:

- Writer: editor de textos equivalente ao Microsoft Word;
- Calc: planilha equivalente ao Microsoft Excell;
- Impress: software de apresentação equivalente ao Microsoft PowerPoint;
- Draw: software de desenho vetorial equivalente ao CorelDraw;
- Base: software de banco de dados;
- Math: software para criação de equações matemáticas.

Uma preocupação do BrOffice é que exista a interoperalidade dos arquivos produzidos por seus programas. É por isso que o BrOffice abre e exporta seus arquivos em uma série de formatos além do OpenDocument (formato nativo), como o DOC, PDF e outros.

Para conhecer o BrOffice visite o site oficial: http://www.broffice.org

A grande vantagem do BrOffice em relação ao Microsoft Windows é a habilidade de exportar documentos de texto e imagens em formatos como o PDF ou JPG. Essa habilidade é muito importante para pequenos empresários, professores, estudantes ou qualquer leigo que necessite formatar texto e imagens para a impressão de banners promocionais ou para apresentação em congressos e eventos.

Arquivos de apresentação como os produzidos pelo PowerPoint tem resolução de tela e dimensões reduzidas. Mesmo que seu projeto pareça bem definido na tela de seu computador isso não significa que seja possível imprimí-lo com qualidade em tamanhos superiores ao formato A4 (21 x 29,7cm) ou mesmo menores. O BrOffice disponibiliza vários formatos de exportação de arquivos, muitos deles compatíveis com impressões em grande formato como o PDF e o SVG.

Visite o site do BrOffice e faça o download do instalador. Afinal, não custa nada (mesmo) experimentar…



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segunda-feira, 8 de março de 2010

A Europa e os serviços de impressão digital

O velho continente enfrenta uma dura crise econômica e de identidade. Os segmento de serviços gráficos e de imagem também foram afetados. O NewsLetter InterD esteve no início do ano visitando Espanha e França para pesquisar a situação.
Durante os últimos anos a Espanha tem sido descrita como um pais de inovação e desenvolvimento econômico rápido. Deixando para trás um passado de atraso, o país investiu pesado nas novas tecnologias gráficas e da arte tecnológica. Empresas como 4D Servicios Gráficos, Cefesar, Sergraph e Quinteral estão equipadas com todas as facilidades técnicas da área. No entanto a utilização dos serviços gráficos por parte dos europeus é muito diferente do público brasileiro.
A utilização de banners em lona vinílica para promoção comercial em ambientes externos por exemplo é pouco percebida. Em Madri alguns eventos conseguem permissão especial para a utilização de banners outdoor, caso da Sala de Exposições do “Canal de Isabel II” (Empresa de distribuição de água na capital espanhola). Durante o mês de fevereiro, nas ruas de entorno do espaço de exposições, banners afixados em suportes nos postes de iluminação promoviam a exposição corrente, sobre pintura impressionista.
Uma situação ainda mais complicada é encontrada na França. A utilização de banners e sinalização outdoor é mais restrita ainda. Existem códigos bem delimitados de utilização e a sinalização tende a obedecer modelos mais antigos (utilizando cartazes e mesmo lousas escritas a mão) como que para manter um certo “ar Europeu”. Em eventos, feiras e ambientes internos profissionais a utilização de banners vinílicos e impressão digital volta a tomar um lugar de destaque.
O público em geral não utiliza este tipo de serviço da mesma maneira como no Brasil, onde é comum a utilização de banners fotográficos na decoração de casamentos, festas infantis e eventos escolares. Na área acadêmica os banners também não são utilizados, sendo comum o uso de painéis impressos sobre papel e tinta à base d’água (ink jet) nas apresentações em congressos e simpósios científicos.
No geral os equipamentos de impressão digital tem, na Europa, uma utilização mais industrial, voltada para a produção de grandes quantidades de rótulos, adesivos e material promocional.

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iPad, o novo lançamento da Apple

A Apple, famosa empresa americana de tecnologia, lançou em fevereiro um novo equipamento batizado de iPad. O fato da empresa ser conhecida pelas grandes revoluções causadas pelos conceitos inovadores implantados em seus equipamentos impulsionou na mídia uma grande expectativa.
O iPad pode ser descrito de maneira geral como um iPhone maior (o smartphone da Apple), com as dimensões aproximadas de um caderno, voltado para o uso das mesmas aplicações e para algumas outras funções novas. Dentre essas funções está a da leitura de e-books, ou livros eletrônicos. A Apple pretende utilizar o seu bem sucedido sistema de venda de musica para o iPhone para vender também livros, jornais e revistas eletrônicos. O grande diferencial em relação aos concorrentes Kindle (da mazon.com) e o Nook (da Barnes & Noble) é a tela colorida OLED de alta resolução e sensibilidade ao toque. O iPad poderá exibir revistas, jornais e mesmo livros de arte com toda a qualidade de imagem fotográfica possível, ao contrario da concorrência.
Com provável início das vendas nos Estados Unidos no dia 27 de Março, o iPad não deverá demorar muito para chegar por aqui. Quanto ao preço, só existe definição para o mercado americano, onde o equipamento deverá custar cerca de US$ 499,00. No entanto a Apple já comunicou que, dependendo da resposta do público consumidor, está disposta a baixar os preços. Seu interesse é tomar o mercado de assalto, da mesma maneira como fez com o iPhone.
Só nos resta esperar e conferir.

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Fine Art InterD na Revista Sign de janeiro

A revista Sign, publicação voltada para o mercado de impressão digital e grandes formatos, apresentou na sua edição de janeiro uma matéria sobre impressão Fine Art.

Ricardo Matos, diretor da InterD, foi entrevistado pela revista para falar dos problemas da área, das questões do mercado de Fine Art e das reais necessidades que os artistas tem quando decidem imprimir obras de arte digitais ou reproduzir obras executadas com técnicas tradicionais.
A participação da InterD na revista vem confirmar a importância que a empresa dá a esse mercado e a seus público, os artistas profissionais e amadores voltados para as novas tecnologias de impressão.
Acesse parte da matéria no site da Revista Sign.

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