sábado, 23 de janeiro de 2010
Decorando sua casa com suas próprias fotos
A impressão de imagens em grande formato tem algumas particularidades e no caso de imagens impressas para decoração algumas recomendações devem ser seguidas:
- Utilize sempre imagens captadas com mais de 7Mpx. Quanto maior a resolução inicial da foto maior a qualidade de leitura de imagem, ou seja, mesmo em ampliações muito grandes a imagem continua a ter definição. No entanto a resolução da imagem por si só não garante que uma imagem ampliada tenha qualidade;
- Imagens sem boa iluminação e composição tem seus defeitos ressaltados quando são ampliadas. Uma boa foto é sempre resultado de algum estudo e cuidado na hora do "click". Fotos que foram tiradas escurecidas, sem contraste ou composição dificilmente podem ser corrigidas facilmente. Pense nisso ao escolher a imagem a ser impressa;
- Imagens de baixa resolução ou com problemas podem ser tratadas artisticamente, aplicando-se filtros, texturas e efeitos especiais. Nesse caso o defeito deve ser utilizado como efeito. Não é um trabalho feito por qualquer um, portanto procure um artista digital ou designer. Os resultados podem ser surpreendentes. Na InterD os tratamentos mais utilizados são a transformação de imagens coloridas em preto e branco, a aplicação de granulação imitando o efeito de filmes e papéis fotográficos, a aplicação de efeitos de hachura ou a simulação de linguagens artísticas tradicionais, como a aquarela;
- Retratos de pessoas obtidos a pequena distância (close up) podem dar uma sensação de distorção ao serem ampliados e instalados em paredes, por exemplo. Uma parede adesivada com a imagem de um rosto pode deixar alguns defeitos muito evidentes. Recomendamos neste caso, novamente, procurar um especialista para corrigir a imagem a ser impressa.
- Arquivos JPG típicos de câmeras digitais domésticas acabam adicionando os chamados “artefatos Jpg", pequenas manchas resultantes do processo de compactação pelo qual a imagem passa. Quando a imagem tem alta compactação esses defeitos ficam muito evidentes na impressão ampliada. Mantenha sua câmera sempre configurada para fotografar na melhor qualidade possível (maior resolução) e menor nível de compactação (Qualidade Fina). O arquivo de imagem vai ficar bem maior e a câmera terá menos espaço para guardar imagens, no entanto vale a pena comprar um cartão de memória maior ou tirar menos fotos, já que a qualidade será bem melhor.
- No caso da adesivação de portas e passagens com uma imagem de corpo inteiro, fotografe a pessoa sobre um fundo neutro ou branco. Fundos complexos ou com paisagem podem causar confusão e acidentes alem de dificultar a centralização do adesivo.
Adesivar a casa e os móveis com suas próprias imagens pode ser uma maneira bonita e criativa de renovar o seu lar ou escritório. Experimente.
Publicado no NewsLetter InterD Janeiro de 2010 - receba por email também, clique aqui
Usando o Google para entender 2010?
No começo de 2010 percebe-se um aumento muito grande de buscas de palavras chaves ligadas a tecnologias emergentes.
Esse por exemplo é o caso do e-book. O livro eletrônico, promovido em grande parte pelo Kindle da Amazom.com, parece ser uma das grandes tendências tecnológicas de 2010. Desde 2004 tem havido uma busca constante pelo termo "download de e-book" sendo que em 2009 houve um aumento repentino de buscas pelo termo "leitor de e-book". No Brasil o próprio termo "Kindle", que só surge nas buscas do Google em 2007, sofre um aumento enorme de interesse no final de 2009. Este aumento ocorre no mesmo momento de seu lançamento para o mercado brasileiro e a tendência é de que haja ainda mais interesse sobre o assunto em 2010.
Segundo o Google o termo "Gráfica rápida" ainda é sinônimo de gráfica digital. O público parece confundir os conceitos, acreditando muitas vezes que os produtos de uma gráfica digital e uma gráfica convencional são os mesmos. Esse problema parece ainda ser uma tendência para 2010 e tem despertado o interesse de empresários interessados em resolver essa situação. Segundo Ricardo Matos, da InterD Comunicação Visual, "não há muito mais espaço para empresas gráficas ligadas apenas a um único tipo de tecnologia, para o cliente se algo está impresso é produto gráfico, e pronto".
E os termos ligados a impressão Fine Art, como ficarão em 2010? É difícil utilizar o Google como referência para esses termos, pois sua busca ainda é muito pequena no Brasil. O termo Fine Art quase sempre, nas buscas do Google Brasil, está ligado a área de fotografia, e não as artes visuais. O termo Giclée, nome da técnica de reprodução de obra de arte através de impressão digital, é praticamente desconhecido no Brasil e também apresenta buscas irrisórias no Google nacional. O futuro parece ser incerto, dado que para haver alguma mudança nessa situação seria necessário um esforço enorme de divulgação da impressão Fine Art.
Quanto aos adesivos decorativos, coqueluche de 2009, o Google parece mostrar uma tendência de manutenção de interesse pelos brasileiros. Quase insignificante até 2006, a busca pelos termos ligados a "adesivos para paredes" tiveram seu ápice em 2009, parecendo agora chegar numa fase de estabilização. No artigo abaixo desvendamos um pouco mais a questão dos adesivos decorativos.
Publicado no NewsLetter InterD Janeiro de 2010 - receba por email também, clique aqui
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
O final de ano e as Monografias e Trabalhos de Graduação
No final de ano as gráficas rápidas vivem inundadas de pedidos de impressão e encadernação dos famosos TGs, trabalhos de graduação, teses e dissertações universitárias. É um momento de muita tensão, pois além de ser um tipo de trabalho de maior custo é também um trabalho demorado. Muitas vezes o cliente aparece com o serviço poucos dias antes da data de entrega, quando não é o caso de precisar da impressão para o mesmo dia. Por conta das características deste tipo de trabalho essa é uma missão impossível.
Um trabalho deste tipo, para 5 volumes com cerca de 100pg em preto e branco, capa dura e douração demora no mínimo cerca de 4 horas para ficar pronto.
Caso o trabalho exija impressão duplex (frente e verso) a demora aumenta ainda mais, pois a velocidade de impressão é muito reduzida. O trabalho pode exigir até 5 horas para ficar concluído.
Nos trabalhos com impressão colorida e melhor qualidade, a impressão, encadernação e acabamento podem demorar até 12 horas para serem executados.
Como o número de trabalhos produzidos nesta época do ano é muito grande a fila de produção pode chegar a demorar uma semana para entregar um determinado trabalho.
Nem mesmo o pagamento de taxas de urgência para antecipar a entrega de uma monografia pode resolver essa situação, pois fica muito difícil para as empresas parar a linha de montagem para inserir algo em uma linha de produção já estabelecida.
É muito importante atentar alunos, professores e orientadores de que o planejamento de entrega para impressão de TGs e monografias deve fazer parte do cronograma do trabalho de pesquisa. O não reconhecimento desta necessidade pode levar ao risco da não entrega do trabalho no período especificado pelas instituições de ensino.
Publicado no NewsLetter InterD Dezembro de 2009 - receba por email também, clique aqui
Usando o Google para entender 2009?
2009 foi um ano atípico. Começou com a maior crise econômica desde 1929 e acabou com uma euforia muito grande em relação as possibilidades de crescimento econômico para 2010.
O segmento gráfico e o varejo de impressão digital sentiu, em termos, essa oscilação de humor que o público sofreu.
Segundo o Google o número de pesquisas ligadas à palavra “impressão” caiu constantemente até 2006, mantendo a partir daí uma variação constante, sem muita oscilação sazonal mesmo em 2009.
Alguns produtos da área gráfica, como os cartões de visita, tiveram um aumento vertiginoso de procura através do Google em 2009, chegando a dobrar sua participação no total de palavras chaves ligadas a área gráfica.
Esse aumento foi tão importante que a InterD Comunicação Visual resolveu lançar o serviço “Cartão de Visita 1 Hora”, voltado para o público internauta que procura a produção simplificada de pequenas quantidades de impressos deste tipo. Segundo Ricardo Matos, Diretor da InterD, “Percebemos a necessidade do público ao longo do ano e desenvolvemos um sistema bastante simplificado, voltado para um cliente que tem alguma desenvoltura em computação e que fica conectado a internet a maior parte do tempo”. Segundo ele o próximo passo é o desenvolvimento de uma ferramenta web totalmente automatizada.
Outro segmento que tem se mantido estável no ranking de buscas no Google Brasil é o de banners e impressão digital. Após um pico de procura em meados de 2006 o segmento voltou a sua quantidade histórica de buscas, não sendo muito atingido por sazonalidade ou problemas econômicos. A não ser o caso de 2007, onde a implementação da Lei Cidade Limpa em São Paulo reduziu drasticamente a quantidade de buscas por esse tipo de serviço, o mercado tem se mantido principalmente devido ao maior uso de banners pelo meio universitário em congressos e apresentações de pesquisa, além do mercado tradicional de publicidade e marketing.
As buscas por impressão Fine Art e Giclées (reprodução de obras de arte por meio digital) continuam em baixa no Google Brasil. A palavra “giclée” tem tão pouca procura que não chega a ser listada na estatísticas oficiais. Já o termo “fine art” teve grande redução de buscas até 2006, quando entra em um ritmo constante, mas ainda baixo. Isto talvez se deva porquê o público para este tipo de serviço ainda não habite a internet completamente. Segundo Manolo Vilches o público voltado para Artes Visuais ainda tem certo receio dos meios tecnológicos e talvez a internet não seja o melhor ambiente para se testar a aceitação deste tipo de serviço.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
É possível fazer um cartão de visita em 1 hora?
Atualmente é muito comum que clientes de serviços gráficos exijam um tempo muito pequeno para a execução de seus pedidos. O mundo tem vivido uma aceleração do ritmo de vida e a tecnologia vende a idéia de que tudo pode ser instantâneo.
No entanto a tecnologia de serviços gráficos ainda não consegue acompanhar esse novo ritmo de vida. Muitos processos de impressão são demorados, necessitam de cuidados especiais, pessoal especializado e altos custos. A qualidade do material gráfico está muitas vezes ligada a um cuidado quase artesanal em sua execução.
O caso dos cartões de visita é exemplar. O tempo de produção para cartões de visita de qualidade pode chegar a uma semana ou mais, principalmente quando há o uso de facas especiais, materiais diferenciados e outros tipos de tecnologia de impressão.
O mercado tem oferecido algumas soluções mais rápidas tentando resolver essa situação. Vejamos seus prós e seus contras:
Cartões de visita em 24 horas: normalmente produzido em tecnologia offset. Algumas gráficas maiores, que tem um alto fluxo de trabalho, oferecem este tipo de serviço através de sistemas on-line, no entanto uma boa parte dessas empresas só trabalha para parceiros distribuidores. É através deles que o cliente final deve contratar o serviço.
Normalmente não há a possibilidade da impressão de provas nem garantia de correspondência de cor. O arquivos devem ser enviados em formatos restritos, fechados e com pouca flexibilidade de erros.
Cartões de visita em 1 hora: a maior parte da oferta desses serviços é feita por copiadoras e pequenas empresas. Utilizam impressão jato de tinta muitas vezes sobre papel pré picotado. Os papéis disponíveis são poucos, normalmente vergê texturado ou opaline. A impressão pode ser de boa qualidade, mas não apresenta brilho ou textura de tinta.
Outro sistema foi desenvolvido por Ricardo Matos para a InterD Comunicaçào Visual, onde a impressão é feita em papéis tradicionais como o Couchet ou o Opaline com impressão digital siliconada, o que permite um leve acabamento brilho. Com refile profissional o produto fica disponível em 1 hora desde que enviado conforme normas padrão da empresa e arquivo enviado pelo site da InterD.
Segundo Ricardo Matos o sistema Cartão de Visita 1 Hora Inter D tem funcionado muito bem apesar de só aceitar arquivos CoreDraw, o que restringe um pouco as possibilidades de atendimento. No caso de arquivos de outros tipos ainda é utilizado os sistemas convencionais, mais demorados, mas com custo menor.
A tendência da área gráfica em relação aos cartões de visita é a mesma da área gráfica em geral, ou seja, sua substituição por meios digitais a médio prazo.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
InterD imprime Banner da Embaixadora Pop do Japão
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O melhor software gráfico é você!
Profissionais da área de Design e Comunicação Visual tendem a utilizar somente os aplicativos da Adobe System, caso do famoso Photoshop e do Illustrator, além do InDesign. Estes softwares são excelentes e produzem arquivos que poucas vezes vão dar algum problema na gráfica ou no bureau de impressão. No entanto são programas de alto custo, que necessitam de um aprendizado especializado. Indicar o uso desses softwares para um cliente leigo pode ser uma verdadeira maldade.
Pensando nisso podemos fazer algumas indicações pensando nesse cliente:
Em primeiro lugar vamos falar um pouco sobre os softwares que não devemos utilizar...
Microsoft Word: Este software foi produzido como um editor de textos, portanto não é indicado para a produção de nenhuma arte que não seja feita para ser colocada em formato livro. Algumas pessoas utilizam o Word para manipular imagens digitais, importando-as para um documento aberto e aplicando alguns efeitos simples disponíveis no programa. O problema é que essas imagens não podem ser extraídas facilmente do arquivo texto além de não serem escaláveis com qualidade. Utilize o Word apenas para escrever, ponto!
Microsoft PowerPoint: É muito difícil explicar para um leigo porquê não devemos utlizar o PowerPoint para fazer layouts de banners, cartões de visita e coisas do gênero. É muito comum que clientes queiram que suas apresentações em PowerPoint, feitas para a tela de um computador ou projetor, sejam impressas em grandes formatos, como num poster ou banner. A questão é que o arquivo PPS, nativo do PowerPoint, não pode ser usado pelos softwares de impressão em grande formato (RIPs) e só pode ser exportado para bitmaps (jpg) em resolução de tela (72dpis) o que impossibilita a ampliação com qualidade. Estou desenvolvendo para a InterD um sistema para a utilização automática de arquivos PowerPoint na impressão em grandes formatos (banners e cartazes), mas ainda estamos em experiência.
Em segundo lugar vamos falar de softwares simples que podemos utilizar:
Just Banners: um programa shareware simples que permite criar banners para web ou estáticos, para impressão. Permite a criação de imagens em grandes formatos. Somente para Windows.
Easy Desktop Publisher: permite criar vários tipos de material gráfico utilizando assistentes e imagens prontas. Também faz conversões de arquivos populares, tais como DOC para JPG. Shareware para Windows.
Posters: programa antigo, mas ainda funcional. Utiliza modelos para fazer imagens de grande formato para impressão. Os modelos são de um certo mal gosto, no entanto se utilizado com cuidado pode produzir material aceitável. Para WIndows.
iWork: suíte de aplicativos que a Apple desenvolveu como uma versão mais “chique” do Microsoft Office. É composta por três programas, o Pages (editor de texto), o Keynote (apresentações do tipo PowerPoint) e o Numbers (planilha). Todos os programas exportam seus arquivos nativamente para PDF o que já permite uma ampliação mais segura das imagens. O Pages tem um assistente interno para a criação de posters, com poucos templates mas com design sofisticado. Só roda em Mac.
Swift Publisher: programa de desktop publishing para leigos, com toneladas de templates, imagens, clipes e modelos prontos. Produz arquivos em PDF e outros formatos sem problemas e é bastante intuítivo. Shareware para Mac.
Em terceiro lugar programas profissionais:
Aplicativos Adobe: como já foi dito, são o “desejo de consumo” de todo designer. Talvez devido ao alto custo e da política de divulgação da Adobe Systems, que patrocina seu produto no meio universitário, é muito conhecido e aceito pelos profissionais da área de criação. Na área de produção gráfica, principalmente nas empresas voltadas para produção de massa, não são tão utilizados por motivos econômicos. Não são softwares de fácil aprendizado, podem se tornar uma dor de cabeça a mais na mão do leigo ou marinheiro de primeira viagem. Deixe para ser utilizado pelo designer ou pela sua agência de publicidade.
CorelDraw: o software da canandense Corel é muito conhecido no Brasil e no mundo, devido principalmente ao seu (relativo) baixo custo. Apesar de sua grande aceitação e utilização na área de criação e produção gráfica é um software com alguns problemas de desenvolvimento. Os “bugs” (erros de software) do CorelDraw são bem conhecidos, inclusive aquele que faz com que um PDF exportado seja impresso com algumas imagens invertidas, mesmo que apareça de maneira correta na tela do computador. A única solução para esse defeito permanece sendo a transformação do PDF em um arquivo bitmap, como o JPG. Outro problema é a produção de enormes distorções de cor caso a correção automática do CorelDraw seja utilizada. Por incrível que pareça é melhor deixarmos a correção desativada para diminuir os problemas. No geral o CorelDraw é um software muito versátil e o único de sua categoria que permite a edição de multiplas páginas, como se estivéssemos trabalhando em um caderno ou livro.
Em quarto lugar...
Fique calmo, softwares gráficos são assim, cheios de truques, manhas e comandos escondidos. E não se esqueça, sem uma pessoa no comando o software não faz nada.
O melhor software gráfico ainda é você!
Publicado no NewsLetter InterD novembro de 2009 - receba por email também, clique aqui